22/07/2009

Fragmentos de um Discurso Amoroso, de Roland Barthes


Barthes descreve muito bem aquilo que parecia ser indescritível: o amor. Organizado como uma espécie de dicionário do amor, o discurso amoroso é apresentado em
ordem alfabética, de A, de Abismar-se até o V, de Verdade. O autor usa exemplos de autores como Goethe (e sua obra sobre o jovem Werther), Proust, Platão (O Banquete), entre outros.
Roland Barthes, filósofo, semiólogo, lingüista e ensaísta francês, se dispõe a defender o discurso amoroso, alegando que "Este discurso talvez seja falado por milhares de pessoas (quem sabe?), mas não é sustentado por ninguém." Em cada verbete, ele consegue passar para o papel as angústias mais veementes de um coração apaixonado, e nos faz refletir acerca de coisas banais, como a espera de um telefonema (ou a dúvida quanto a ligar ou não) e o ciúme inexplicável que sentimos a ver um terceiro falando do nosso ser amado. É um livro para quem ama poder amar ainda mais. Para quem amou sentir saudades e querer amar de novo. E para quem anda desacreditado no amor, para que queira um dia voltar a amar, mas que não se contente com qualquer amor, e sim procure um amor ao menos parecido com aquele descrito por Roland Barthes no livro.
É particularmente interessante a descrição dada pela parte introdutória do capítulo sobre o Porquê: "Ao mesmo tempo em que se pergunta obsessivamente por que não é amado, o sujeito apaixonado vive na crença de que na verdade o objeto amado o ama, mas não o diz." E, nessa eterna dúvida de amar e ser amado, as relações de amor acabam por serem regidas. Qualquer certeza, por mais vaga que fosse, destruiria por completo a magia do falar de amor.

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